Caveiras

Caveiras são uma obsessão antiga do autor, que lembra da professora de artes, no tempo da escola, sugerindo-lhe que desenhasse outras coisas além de crânios. Não havia um sentido além da ideia de brincar com o medo.

Anos depois a estética do movimento gótico dos anos 80, tendo a morte como inspiração para a poesia e música, deu um pouco mais de conteúdo para a justificativa pela fascinação por caveiras.

Mas só depois, já começando a vida adulta, que o conceito de Memento Mori lhe foi apresentado. A lição de humildade que a ideia do Memento Mori traz somou-se com outra expressão do latim – carpe diem.

Assim, a moral por detrás das obras com caveiras é lembrar-nos que vamos todos morrer um dia e justamente por isso devemos aproveitar melhor a vida, no sentido de não ocupar nosso curto tempo com coisas que não valem a pena.