Caveiras

Caveiras são uma antiga obsessão minha. Lembro da professora de artes, no tempo da escola, sugerindo que eu desenhasse outras coisas além de crânios. Não havia um sentido pra mim, além da ideia de brincar com o medo.

Anos depois a estética do movimento gótico dos anos 80, tendo a morte como inspiração para a poesia e música, me deram um pouco mais de conteúdo para justificar a fascinação por caveiras.

Mas só depois, já começando a vida adulta, que o conceito de Memento Mori me foi apresentado. A lição de humildade que a ideia do Memento Mori traz somou-se com outra expressão do latim – carpe diem.

Assim, a moral por detrás das obras com caveiras é lembrar-nos que vamos todos morrer um dia e justamente por isso devemos aproveitar melhor a vida, no sentido de não ocupar nosso curto tempo com coisas que não valem a pena.